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Bombeiros são ouvidos pela polícia sobre morte de paraquedista

Written By Caio Matheus on 12 de julho de 2012 | 20:43

Eles afirmam não terem visto a câmera da vítima no momento do resgate.
O paraquedista Alex Adelmann morreu após ser atingido por um avião no ar.


Dois bombeiros foram ouvidos na tarde desta quinta-feira (12) pelo delegado Carlos Antunes, responsável pelas investigações sobre o acidente que matou o paraquedista Alex Adelmann, de 33 anos, e deixou outros dois feridos na última segunda-feira (9), em Boituva (SP). Os resgatistas estão entre as primeiras pessoas que chegaram até a vítima depois de ter sido atingida pela asa do avião após saltar.

De acordo com o delegado, os bombeiros contaram sobre o momento em que chegaram até a vítima, que estava desacordada. Ele estava caído em meio a um canavial a aproximadamente 1,5 km de distância do ponto onde deveria pousar. Alex foi levado ao Pronto-Socorro da cidade com quadro de parada cardiorrespiratória e acabou morrendo no hospital.

Um dos questionamentos feitos pela polícia aos bombeiros foi sobre os equipamentos que estavam junto à vítima, já que a câmera usada pelo paraquedista para registrar o salto ainda não foi encontrada. De acordo com o delegado, os resgatistas afirmaram que não visualizaram o equipamento no momento do socorro. “Eles disseram que viram apenas o capacete”, explica o delegado.

A polícia pretende encontrar o equipamento, pois as imagens registradas poderão ajudar nas investigações do acidente. Como o capacete do paraquedista tinha aranhões, a polícia trabalha com a hipótese de que a máquina tenha se soltado no momento do impacto da asa contra a cabeça de Alex. Os outros equipamentos, como o capacete e o paraquedas, já foram entregues à polícia e seguirão para perícia.


Licença vencida


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que Douglas Leonardo está com uma licença vencida para lançamento de paraquedistas. Esse documento específico está vencido desde 2006. Outro problema apontado pela Anac é o vencimento do exame físico do piloto, em desacordo desde maio de 2012.Ainda segundo o órgão, o piloto está devidamente habilitado para pilotar a aeronave, modelo Caravan 208.

Em nota, a Anac informou que "ao final do processo administrativo, as irregularidades encontradas tanto na documentação do piloto, quanto em sua operação, podem gerar multa, suspensão ou cassação de licenças e certificados pela Anac ao operador da aeronave e piloto".

A agência também enviou técnicos para inspecionar os procedimentos operacionais da empresa responsável pelo lançamento dos paraquedistas.


O acidente


Segundo o advogado da família de Adelmann, ele e os paraquedistas Conrado Álvares e Wanderson Carlos Campos Andrade, que são do Maranhão, saltaram do avião praticamente juntos. Eles faziam instruções de salto de voo duplo. Alex fazia a gravação das manobras de outros paraquedistas.

Por causa da velocidade, os paraquedistas foram impulsionados para a frente nos primeiros segundos de queda livre. Neste momento, piloto da aeronave teria feito um mergulho na direção dos três, atingindo Alex com a asa esquerda, na altura da nuca. Com o impacto, ele foi projetado violentamente contra os alunos que chegaram aos solo com fraturas nas pernas.

Os sobreviventes foram ouvidos ainda no hospital. Eles contaram aos policiais que assim que saltaram do avião deram duas piruetas para ganhar velocidade e quando estabilizaram, viram que o avião, logo após o mergulho, atingiu Alex, que foi arremessado contra eles.
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